Revista Mineração | Edição 66

Setembro e Outubro de 2026

revistamineracao.com.br

SUSTENTABILIDADE

Mineração sob

alerta climático

Edição 66 . Ano 15

Setembro e Outubro de 2026

Setor avança na prevenção de riscos psicossociais e

na construção de ambientes de trabalho mais saudáveis

ALÉM DA

SEGURANÇA FÍSICA

e-Digital

Edição

MERCADO

Potencial da

mineração brasileira

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Divulgação | Ibram

CLIQUE

CBMM COMPLETA

71 ANOS

Há 71 anos em Araxá (MG), a CBMM

construiu uma trajetória ligada à

evolução da mineração brasileira,

com atuação na produção de

nióbio, mineral estratégico para

o desenvolvimento industrial

e tecnológico. Além de sua

contribuição ao setor mineral, a

companhia investe em iniciativas de

educação, saúde, cultura, esporte

e empreendedorismo no município.

As ações incluem qualificação

profissional, apoio a pequenos

negócios e parcerias com instituições

locais, associando sua presença na

região à geração de oportunidades e

ao desenvolvimento socioeconômico.

A empresa também contribui para

fortalecer a cadeia do nióbio e

ampliar suas aplicações no futuro.

Não são de responsabilidade

da revista os artigos de opinião e

conteúdos de informes publicitários.

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des sociais. Impressa: 8 mil exemplares

para 16 estados brasileiros.

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Publicação dirigida aos setores mineral,

siderúrgico e energético, com foco

especial em mineradoras e siderúrgicas

de grande, médio e pequeno porte,

além de fornecedores, consultorias,

entidades, instituições acadêmicas,

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Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais Ele fará - Salmos 37:5

Diretor-geral

Wilian Leles

MTB  12.808/MG

diretor@revistamineracao.com.br

Digital

Tamires Oliveira

Redação

Bianca Alves

Daniela Maciel

Tamires Oliveira

redacao@revistamineracao.com.br

Diagramação

Mariana Aarestrup

Foto de capa

Magnific

e-Digital

Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro e Outubro de 2026

A mineração brasileira tem a oportunidade de

ampliar sua contribuição para a economia. Mas

transformar potencial em desenvolvimento exi-

ge mais do que aumentar a produção. É preciso

cuidar das pessoas, superar entraves estruturais

e preparar as operações para os riscos climáticos.

A saúde mental dos trabalhadores precisa ocu-

par lugar permanente nessa agenda. A inclusão

dos riscos psicossociais no gerenciamento ocu-

pacional previsto na NR1 reforça que seguran-

ça não se limita à prevenção de acidentes e à

proteção física. Sobrecarga, assédio e pressão

excessiva também afetam o bem-estar e o de-

sempenho. Em uma atividade marcada por am-

bientes complexos e locais isolados, promover

condições saudáveis deve fazer parte da gestão.

Valorizar as pessoas é fortalecer a segurança, o

engajamento e a retenção de talentos.

A competitividade exige visão estratégica. O

estudo “Destravando o Potencial da Mineração

no Brasil”, elaborado pela Accenture a pedido

da Vale, estima que a produção mineral anual

poderá passar de R$ 300 bilhões para R$ 535 bi-

lhões até 2035. Aponta ainda potencial de 5,3

milhões de empregos na cadeia ampliada e R$

1,3 trilhão em arrecadação entre 2026 e 2035.

São projeções, não resultados garantidos. Para

alcançá-las, o País precisará de investimentos,

previsibilidade regulatória, infraestrutura, co-

nhecimento do subsolo e industrialização. A

riqueza mineral deve gerar valor agregado e be-

nefícios para a sociedade.

Os possíveis efeitos do El Niño em 2026 e 2027

reforçam a necessidade de planejamento diante

de chuvas intensas e estiagens. Na mineração,

esses fenômenos podem afetar acessos, drena-

gem, disponibilidade de água e continuidade

operacional. Na siderurgia, podem pressionar a

logística, o abastecimento de matérias-primas e

os custos de energia. Monitorar cenários e ante-

cipar riscos é essencial para proteger trabalha-

dores e operações.

As três pautas mostram que o futuro da mine-

ração não será definido apenas pelo volume

produzido. Crescer de forma consistente exige

cuidar das equipes, transformar potencial eco-

nômico em desenvolvimento e responder aos

riscos ambientais. O desafio é converter os re-

cursos e as oportunidades do Brasil em progres-

so sustentável, com visão de longo prazo e com-

promisso com as pessoas e com o País.

Boa leitura!

Fundador e diretor-geral da Revista Mineração

& Sustentabilidade e da TV Mineração.

WILIAN LELES

EDITORIAL

Wilian Leles

e-Digital

Crescer com

responsabilidade

Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro e Outubro de 2026

Especial Saúde

Setor da mineração tem na nova NR1 uma

ferramenta para enfrentar riscos psicossociais

SUMÁRIO

revistamineracao.com.br

Setembro e Outubro de 2026

Edição 66 . Ano 15

16

Temporada de balanços

Balanços do 3T26 mostram os efeitos da elevação das despesas

logísticas, da variação dos preços e dos desafios operacionais

10

7 Panorama

10 Mercado

16 Recursos Humanos

26 Mercado

48 Sustentabilidade

42, 46, 56 Artigos

Magnific

Super El Niño acende alerta

Fenômeno pode ampliar a exposição das

empresas a chuvas extremas e secas

Destravando o potencial

O caminho para que as oportunidades

da mineração convertam em benefícios

48

26

ChatGPT

Divulgação | Vale

Seções

Agenda de Eventos

AGENDA

e-Digital

TAILINGS BR 2027

O evento discutirá a importância

das estruturas de disposição de

rejeitos, destacando a evolução

dos processos, licenciamento e

dos requisitos técnicos voltados

ao aumento da segurança. Além

da gestão das interfaces entre en-

genheiros de registro, projetistas e

especialistas internacionais.

5 e 6 de maio de 2027

Belo Horizonte (MG)

Informações: https://ibram.org.

br/eventos/

CONGRESSO DIREITO

Evento debaterá a geopolítica

dos recursos minerais sob a ótica

regulatória e aprofundará na aná-

lise dos marcos legais nacionais e

internacionais. O objtivo é avançar

na discussão sobre os instrumen-

tos jurídicos para a descarboniza-

ção, economia circular e licencia-

mento ambiental.

2 e 3 de junho de 2027

São Paulo (SP)

Informações: https://ibram.org.

br/eventos/

DIVERSIBRAM 2027

A nova edição do evento segui-

rá firme na missão de promover

um setor mineral verdadeira-

mente diverso. O evento conti-

nuará conectando toda a cadeia

produtiva com os temas mais

inovadores e essenciais para

impulsionar a diversidade e a

inclusão na mineração.

7 de abril de 2027

Belo Horizonte (MG)

Informações: https://exposi-

bram2026.ibram.org.br/

Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro e Outubro de 2026

Minério de ferro

PRODUÇÃO DA SAMARCO

SEGUE EM CRESCIMENTO

A Samarco produziu 4,3 milhões de toneladas de

pelotas e finos de minério de ferro no terceiro tri-

mestre de 2026, alta de 4% ante igual período de

2025 e de 10% sobre o trimestre anterior. O volu-

me é o maior desde a retomada das operações, em

2020. De janeiro a setembro, a produção somou

12 milhões de toneladas, crescimento de 7% na

comparação anual. As vendas trimestrais, porém,

caíram 5%. Segundo a mineradora, os resultados

reforçam a evolução das operações e sua trajetória

de recuperação, que mantém o foco na eficiência e

na continuidade do crescimento da produção.

Daniel Mansur

PANORAMA

e-Digital

DEMANDA POR LÍTIO EXIGIRÁ

134 NOVAS MINAS ATÉ 2050, ESTIMA BENCHMARK

PANORAMA

ChatGPT

A demanda global por lítio deverá mais do que

triplicar até 2050, exigindo o equivalente à produ-

ção de 134 novas minas para atender ao consumo

projetado. A estimativa é da Benchmark Mineral

Intelligence, consultoria especializada no merca-

do de minerais e cadeias de suprimentos. Segun-

do a Empresa, serão necessários mais de US$ 100

bilhões em investimentos, sem considerar a contri-

buição da reciclagem de baterias.

A projeção indica que o consumo mundial deverá

passar de 2,11 milhões de toneladas de equivalen-

te de carbonato de lítio (LCE), em 2026, para apro-

ximadamente 7 milhões de toneladas em 2050.

Considerando uma capacidade média de 36 mil

toneladas anuais por mina, a expansão equivale à

abertura de um novo empreendimento a cada dois

meses, ao longo dos próximos 24 anos.

O avanço será impulsionado principalmente pela

eletrificação do transporte e pela expansão do

mercado de baterias. Atualmente, os veículos elé-

tricos respondem por 55% da demanda global de

lítio. Até 2050, essa participação deverá alcançar

76%. As baterias, considerando diferentes aplica-

ções, já representam 92% do consumo do mineral.

e-Digital

LÍTIO

O ritmo de expansão, porém, dependerá da capa-

cidade de financiar novos projetos e superar obs-

táculos regulatórios, ambientais e tecnológicos. A

volatilidade dos preços também pode dificultar a

captação de recursos, em um cenário de concor-

rência por investimentos com setores como inteli-

gência artificial, defesa e transição energética.

A Austrália, principal produtora de lítio extraído de

minas em 2026, deverá reduzir sua participação na

oferta global de 29% para 20% até 2050, segundo

a Benchmark. A China, por sua vez, deverá manter

participação próxima de 25%. América do Norte e

Europa também tendem a ampliar a produção para

fortalecer suas cadeias locais de suprimentos.

Em um cenário de demanda mais elevada, próximo

de 9 milhões de toneladas de LCE em 2050, a neces-

sidade poderá chegar ao equivalente a 180 minas,

com investimentos superiores a US$ 150 bilhões.

A recuperação de materiais de baterias usadas é

apontada como um dos principais fatores capazes

de diminuir a pressão por novos empreendimentos.

A Benchmark estima que a reciclagem poderá res-

ponder por quase metade da oferta de lítio até 2050.

Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro e Outubro de 2026

MRN INVESTE EM LINHA DE

TRANSMISSÃO DE 98 KM

A Mineração Rio do Norte (MRN) avança na

implantação de uma linha de transmissão de

98 quilômetros em Oriximiná (PA), que conec-

tará a operação de Porto Trombetas ao Siste-

ma Interligado Nacional (SIN). Com 232 torres,

o projeto prevê reduzir em cerca de 90% as

emissões de gases de efeito estufa associadas

à geração de energia. A obra inclui uma traves-

sia de 5,2 quilômetros sobre o Rio Trombetas,

com estruturas de grande porte, e integra a es-

tratégia da Mineradora para garantir maior se-

gurança energética e sustentar suas operações

nas próximas décadas.

e-Digital

ENERGIA

Divulgação | MRN

FRETE MARÍTIMO,

CUSTOS E PREÇOS

PRESSIONAM O 3T26

Dephositphotos

e-Digital

e-Digital

MERCADO

BALANÇOS

Da Redação

Balanços do terceiro trimestre

mostram os efeitos da elevação das

despesas logísticas, da variação

dos preços das commodities

e dos desafios operacionais

Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro e Outubro de 2026

10

A

temporada de divulgação dos resultados do

terceiro trimestre de 2026 evidencia um ce-

nário de pressão sobre a rentabilidade das

empresas de mineração. Embora os preços de algu-

mas commodities tenham contribuído para sustentar

receitas e resultados, o aumento dos custos operacio-

nais, a oscilação dos preços realizados e, especialmen-

te, a alta do frete marítimo nas exportações de miné-

rio de ferro reduziram margens e comprometeram a

competitividade de operações brasileiras.

O transporte marítimo ganhou protagonis-

mo no período. A elevação das tarifas para

o escoamento do minério brasileiro até a

Ásia, principalmente para a China, tornou

economicamente inviáveis algumas operações

de menor margem. O impacto foi além da redução

dos resultados financeiros: empresas do Setor ado-

taram paralisações temporárias, suspenderam uni-

dades de beneficiamento ou reduziram a produção.

O movimento demonstra como a rentabilidade da

mineração depende de uma combinação de fatores

que vai além do preço da commodity. Custos de ex-

tração e processamento, qualidade do minério, dis-

tância dos mercados consumidores, disponibilidade

de navios e despesas com combustíveis passaram a

ter peso ainda maior nas decisões operacionais.

FRETE MARÍTIMO REDUZ COMPETITIVIDADE

A disparada do frete na rota entre o Brasil e a Chi-

na, especialmente no mercado de navios de grande

porte da classe Capesize, pressionou os custos de

exportação durante o trimestre. A alta foi associada

a fatores como encarecimento dos combustíveis ma-

rítimos, tensões geopolíticas, disponibilidade

de embarcações e condições de navegação.

O efeito foi particularmente severo para produ-

tores brasileiros com custos mais elevados ou

que comercializam produtos de menor teor de

ferro. Em determinadas situações, a receita ob-

tida com a venda do minério deixou de com-

pensar os custos de produção e transporte.

A Mineração Usiminas suspendeu tempo-

rariamente as atividades da unidade de Sa-

mambaia, em Minas Gerais, em setembro. A

decisão foi relacionada à combinação entre o

aumento do frete e a redução dos preços do

minério, com impacto estimado sobre uma

parcela relevante da produção da Companhia.

A Itaminas também interrompeu uma de suas

plantas de beneficiamento a úmido e adotou

licença coletiva para aproximadamente 300

funcionários. A Empresa tem forte exposição

ao mercado externo, destinando cerca de

90% de sua produção à exportação.

Na CSN Mineração, a pressão logística levou

à redução da produção de minério de me-

nor teor processado em instalações a seco no

Complexo Pires, em Ouro Preto (MG). A Com-

panhia também revisou para baixo sua proje-

ção de produção e compras para 2026, de uma

faixa entre 45 milhões e 47 milhões de tonela-

das para 39 milhões a 41 milhões de toneladas.

A Cabo Verde Mineração também paralisou

temporariamente suas operações diante

da perspectiva de produzir e comercializar

minério com resultado negativo. Os casos

mostram que a alta do frete não representa

apenas uma despesa adicional: em determi-

nadas condições, altera a viabilidade econô-

mica da operação.

e-Digital

Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro e Outubro de 2026

11

O quadro foi agravado pelo comportamento

dos preços internacionais. Em setembro, a re-

ceita brasileira com exportações de minério de

ferro recuou 20,5% na comparação anual, para

US$ 2,02 bilhões, enquanto o volume embar-

cado caiu 6,3%. O preço médio também apre-

sentou redução, de 15,1%, segundo dados di-

vulgados no período.

IMPACTO DO FRETE E QUEDA NO EBITDA

O balanço da Vale, divulgado em 29 de outubro,

reforça a dimensão do problema logístico. A

Companhia registrou receita líquida de vendas

de US$ 10,6 bilhões no terceiro trimestre, alta

de 2% em relação ao mesmo período de 2025.

Entretanto, o EBITDA ajustado caiu 24%, para

US$ 3,33 bilhões, enquanto o EBITDA proforma

recuou 20%, para US$ 3,51 bilhões.

O lucro líquido atribuível aos acionistas da Mi-

neradora somou US$ 1,26 bilhão, queda de 53%

na comparação anual. Já o fluxo de caixa livre re-

corrente atingiu US$ 1,37 bilhão, 12% abaixo do

registrado no terceiro trimestre do ano anterior.

A Empresa apontou os menores preços realiza-

dos do minério de ferro, o aumento dos custos

e as despesas externas como principais fatores

para a redução do EBITDA. Na comparação com

o 3T25, o impacto negativo do frete foi estima-

do em US$ 275 milhões. Os custos e despesas

representaram uma pressão adicional de US$

532 milhões, enquanto a redução dos preços

realizados do minério de ferro teve efeito nega-

tivo de US$ 673 milhões.

O preço médio realizado dos finos de minério de

ferro ficou em US$ 85,10 por tonelada, redução

de 10% tanto em relação ao trimestre anterior

quanto na comparação anual. O custo caixa C1

alcançou US$ 23,10 por tonelada, aumento de

12% em um ano, influenciado principalmente

pela valorização do real e pelo preço do diesel. O

custo all-in chegou a US$ 60,40 por tonelada, alta

de 21%, com pressão adicional do frete.

A Vale informou, porém, que suas estratégias de

proteção contribuíram para reduzir parte dos

efeitos. O programa de hedge de petróleo Brent,

combinado à contratação de frete a termo, ge-

rou um ganho econômico de US$ 97 milhões no

trimestre, equivalente a aproximadamente US$

1,40 por tonelada de minério de ferro vendida.

Sem o efeito do hedge de petróleo, o custo all-in

teria sido equivalente a US$ 59 por tonelada.

Do ponto de vista operacional, a produção de mi-

nério de ferro totalizou 88,4 milhões de tonela-

das, queda de 6% em relação ao 3T25. A redução

e-Digital

MERCADO

e-Digital

BALANÇOS

Divulgação | Vale

Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro e Outubro de 2026

12

foi atribuída principalmente à menor disponibili-

dade de minério bruto (ROM) em Serra Norte. As

vendas, entretanto, alcançaram 86,3 milhões de

toneladas, praticamente estáveis na comparação

anual, sustentadas pela comercialização de esto-

ques formados anteriormente.

A Vale também destacou o início das operações

do projeto Serra Sul +20 e do Britador de Com-

pactos, iniciativas que devem ampliar a flexibili-

dade operacional e contribuir para o desempe-

nho futuro. A retomada das operações da mina

de Fábrica, em setembro, após o atendimento

às exigências de segurança, meio ambiente e

licenciamento, também integra o processo de

recuperação dos volumes.

PREÇOS DO OURO SUSTENTAM RESULTADO

Em outros segmentos da mineração, a valorização

das commodities ajudou a compensar parte das

pressões de custos. A Kinross registrou lucro líqui-

do de US$ 583,2 milhões no terceiro trimestre, com

receita de US$ 1,77 bilhão. O lucro líquido ajustado

alcançou US$ 591,3 milhões, enquanto o fluxo de

caixa operacional somou US$ 714,4 milhões.

A mineradora produziu 424.693 onças equivalentes

de ouro no período, redução em relação ao ano an-

terior. Mesmo com a queda de volume, a valoriza-

ção do metal contribuiu para sustentar a receita. O

preço médio realizado do ouro chegou a US$ 4.249

por onça, avanço de 23% na comparação anual.

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A elevação dos custos, contudo, também apare-

ceu no balanço. O custo de produção por onça

equivalente vendida aumentou de US$ 1.150

para US$ 1.502. No Brasil, a operação de Para-

catu (MG) produziu 146.428 onças equivalentes,

ante 150.367 no terceiro trimestre de 2025.

O resultado mostra que a valorização do ouro

favorece a geração de caixa, mas não elimina a

necessidade de controle rigoroso das despesas

de produção e manutenção. A empresa também

revisou suas projeções de produção, reforçan-

do a importância do desempenho operacional

para a evolução dos resultados.

CUSTOS E EFICIÊNCIA

A Gerdau, que possui operações de mineração

integradas à atividade siderúrgica, também

apresentou resultados que ajudam a compreen-

der o ambiente de custos do Setor. No terceiro

trimestre, a Companhia registrou EBITDA ajusta-

do de R$ 3,8 bilhões, margem de 20,2%, e lucro

líquido ajustado de R$ 1,5 bilhão. A receita líqui-

da somou R$ 18,7 bilhões, enquanto os investi-

mentos alcançaram R$ 955 milhões no período.

No cenário internacional, os relatórios opera-

cionais de grandes grupos também apontaram

desafios relacionados à produção e à eficiência.

A Anglo American registrou queda na produção

de minério de ferro premium e de cobre no tri-

mestre, com influência de condições operacio-

nais, teores e fatores climáticos. A BHP, por sua

vez, destacou o desempenho de suas operações

de minério de ferro na Austrália, ao mesmo tem-

po em que apontou impactos de teores, clima e

manutenção em determinados ativos.

Esses dados precisam ser analisados com uma

ressalva: os documentos da Anglo American e

da BHP considerados nesta apuração são rela-

tórios operacionais, e não balanços financeiros

comparáveis aos resultados divulgados por

Vale, Kinross e Gerdau.

AGENDA PARA O SETOR

Os resultados do terceiro trimestre indicam que

a agenda da mineração deve permanecer con-

centrada em eficiência operacional, gestão de

custos, logística e produtividade. No caso brasi-

leiro, a elevação do frete marítimo expôs a vul-

nerabilidade de operações mais dependentes

das exportações e com menor capacidade de

absorver oscilações de preços e despesas.

A situação também reforça a importância de

investimentos em infraestrutura, alternativas

logísticas, contratos de transporte e estratégias

de proteção contra a volatilidade dos combus-

tíveis. Para as mineradoras, a capacidade de

negociar fretes, otimizar embarques e adequar

a produção às condições de mercado pode ser

decisiva para preservar margens.

Outro ponto de atenção é a diferença entre os

segmentos de commodities. Enquanto o ouro

encontrou suporte na valorização dos preços in-

ternacionais, o minério de ferro enfrentou uma

combinação mais desafiadora de preços realiza-

dos menores e custos logísticos elevados. Cobre

e níquel, por sua vez, apresentaram dinâmicas

próprias, com resultados influenciados por pre-

ços, manutenção e desempenho de ativos.

Mais do que o crescimento da produção ou da

receita, a temporada de balanços evidencia que

a competitividade das mineradoras será cada

vez mais determinada pela capacidade de trans-

formar volume em geração de caixa. Em um am-

biente de custos elevados e logística pressiona-

da, produzir mais não significa necessariamente

obter maior rentabilidade.

e-Digital

e-Digital

MERCADO

BALANÇOS

Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro e Outubro de 2026

14

Daniela Maciel

e-Digital

MENTE SÃ,

PRODUTIVIDADE

EM ALTA

RECURSOS HUMANOS

SAÚDE MENTAL

Depois de décadas se dedicando a evitar

riscos físicos, o Setor tem na nova

NR1 uma ferramenta para

enfrentar riscos psicossociais

Depositphotos

Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro e Outubro de 2026

16

e-Digital

A pandemia de Covid-19 revelou

a necessidade das empresas se

preocuparem também com a saúde

mental das pessoas. E a cadeia

produtiva da mineração precisa

atuar sobre isso não só para

cumprir a legislação, mas também

para cuidar da sua reputação e

atrair novos talentos.

Graziela Alves,

fundadora da Fidhem Consultoria

D

epois de idas e vindas e prorro-

gações, finalmente a nova Norma

Regulamentadora NR 1 – que dis-

põe de diretrizes para a mitigação de riscos

psicossociais – entra em vigor e coloca defini-

tivamente a saúde mental na agenda do setor

produtivo.

Essa atualização introduziu uma mudança exten-

sa ao incorporar de forma mais robusta a lógica

de gestão de riscos ocupacionais. Além de cen-

tralizar a visão estratégica em prevenção, análi-

se contínua e tomada de decisão orientada por

informações consistentes, ela incorpora os riscos

psicossociais. Mais do que uma norma, a nova

NR 1 se torna parte essencial da gestão organiza-

cional dando ênfase às pessoas como indivíduos

plenos e não apenas como recursos.

Os riscos psicossociais são entendidos como ris-

cos à saúde associados à forma como o trabalho

é organizado, gerenciado e vivenciado nas rela-

ções profissionais. Sobrecarga, assédio e falta de

autonomia são exemplos de fatores que podem

contribuir para seu surgimento.

O texto da norma, que entrou em vigor em maio

deste ano, menciona expressamente os fatores

de risco psicossociais relacionados ao traba-

lho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais

(GRO), dentro dos riscos relacionados aos fatores

ergonômicos.

Isso reforça uma abordagem integrada: riscos

físicos, químicos, biológicos, de acidentes e re-

lacionados aos fatores ergonômicos devem ser

considerados no gerenciamento. Temperaturas

extremas e fatores psicossociais podem estar

presentes na mesma operação, mas precisam

ser identificados e avaliados conforme suas

características.

De acordo com a psicóloga, consultora

em gestão de pessoas e fundadora da

Digital Card

Revista Mineração & Sustentabilidade | Setembro e Outubro de 2026

17

e-Digital

cuidar da sua reputação e atrair novos talen-

tos”, explica Graziela Alves.

Os efeitos dos riscos psicossociais podem atin-

gir a saúde dos colaboradores e a capacidade da

empresa de manter suas atividades. Entre esses

impactos estão o aumento do absenteísmo e dos

afastamentos, maior rotatividade de funcioná-

rios, dificuldade de retenção de talentos; queda

de produtividade individual e das equipes e au-

mento de custos com afastamentos, tratamentos

e substituições.

Esses indicadores ajudam a direcionar a inves-

tigação, mas não identificam, isoladamente, a

causa de um problema. É preciso relacioná-los às

condições de trabalho e à avaliação dos riscos.

Em setembro, o Instituto Brasileiro de Mineração

(Ibram) realizou o Seminário “Riscos Psicosso-

ciais Relacionados ao Trabalho da Mineração do

Brasil”, no escritório do Instituto, em Belo Hori-

zonte (MG). De acordo com a coordenadora de

Processos em Segurança na Mineração do Ibram,

Cuidar da saúde mental traz ganhos

de produtividade para as empresas

porque torna as equipes mais

engajadas e produtivas. Para isso,

o gestor precisa ouvir a sua equipe

de modo genuíno.

Cristiano Parreiras,

diretor de Assuntos Corporativos e

Sustentabilidade da Morro do Ipê

Divulgação

Fidhem Consultoria, Graziela Alves, a mineração,

como atividade de base, e que tem na extração

mineral sua principal face, tem uma série de ca-

racterísticas que atuam sobre o equilíbrio psico-

emocional dos trabalhadores, como jornadas em

territórios isolados, trabalho subterrâneo, uso

de explosivos, entre outros exemplos. Tudo isso

precisa ser mapeado e analisado sob a perspecti-

va dos impactos causados sobre as emoções e a

mente dos trabalhadores.

“A mineração sempre se preocupou muito com

os riscos à saúde física e desenvolveu uma se-

gurança do trabalho, via de regra, exemplar.

Mas, hoje, a sociedade entende e a norma

aponta que saúde é mais do que o físico. A

pandemia de Covid-19 revelou a necessidade

das empresas se preocuparem também com a

saúde mental das pessoas. E a cadeia produti-

va da mineração precisa atuar sobre isso não

só para cumprir a legislação, mas também para

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SAÚDE MENTAL

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REPUTAÇÃO COMO FATOR DE RISCO

Outro aspecto que chama a atenção na avaliação

dos riscos psicossociais do setor de mineração

está ligado à reputação. O histórico de aciden-

tes graves dentro e fora do Brasil, muitas vezes,

atinge em cheio a saúde mental de colaborado-

res e outros parceiros que carregam sentimentos

como omissão e culpa e, principalmente por se-

rem apontados pelas comunidades locais como

partícipes nessas situações.

O rompimento das barragens de Fundão, em

Mariana (MG), em 2015; e de Córrego do Feijão,

em Brumadinho (MG), em 2019, acenderam essa

discussão no Brasil.

“Eventos violentos ou traumáticos mostram ao

trabalhador que ele convive com a periculosida-

de constantemente e que a sua atividade impõe

riscos para a sociedade. Essa é uma carga emo-

cional muito alta e muita gente desenvolve uma

resistência moral a dizer que trabalha em uma mi-

neradora por medo de ter a sua identidade con-

fundida com a marca ou com o Setor. Isso rouba

do profissional um insumo importante para ser

produtivo. Nesse cenário, a empresa deve dar

suporte para que o colaborador sinta que está

protegido, tornando a jornada menos danosa”,

pontua a fundadora da Fidhem Consultoria.

Com operações em Sabará, Nova Lima e Caeté,

cidades da Região Metropolitana de Belo Hori-

zonte (RMBH), a AngloGold Ashanti busca na es-

cuta ativa e no fortalecimento do pertencimento

a fórmula para lidar com o passivo deixado por

um modelo de mineração que não serve mais ao

século XXI.

A Mina Cuiabá, em Sabará, é a mais profunda

do Brasil, alcançando mais de 1.600 metros de

profundidade, sendo o ponto continental mais

profundo do Brasil. Em sondagens, já foi identifi-

cado ouro a mais de 2.400 metros de profundida-

de, quase três vezes a altura do prédio mais alto

do mundo, o Burj Khalifa, em Dubai, com seus

Patrícia Moreira, o encontro reuniu especialis-

tas, representantes de empresas associadas ao

Ibram, lideranças do setor mineral e profissionais

das áreas de Saúde e Segurança do Trabalho e

Recursos Humanos.

“A proposta foi fomentar a adoção de boas prá-

ticas, promover a troca de experiências e forta-

lecer a atuação conjunta da indústria mineral na

prevenção de riscos psicossociais, contribuindo

para ambientes corporativos mais saudáveis, se-

guros e sustentáveis”, destacou Patrícia à época.

Para o diretor de Assuntos Corporativos e Susten-

tabilidade da Morro do Ipê, Cristiano Parreiras, o

diálogo ativo entre lideranças e equipes é funda-

mental para a construção de ações e programas

que sejam efetivos na avaliação e mitigação dos

riscos psicossociais dentro das empresas do setor

de mineração. A atenção a esses riscos deve ser

cotidiana e não apenas um check-list obrigatório.

“Cuidar da saúde mental traz ganhos de produ-

tividade para as empresas porque torna as equi-

pes mais engajadas e produtivas. Para isso, o ges-

tor precisa ouvir a sua equipe de modo genuíno.

Muitas vezes, uma conversa rápida no início do

expediente pode fazer com que o gestor mude

alguém de atividade, diminua a pressão sobre a

equipe e ganhe produtividade”, analisa Parreiras.

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SETOR APOSTA EM ESCUTA

Integrante de um dos maiores grupos pro-

dutores de ouro do mundo, com 11 opera-

ções distribuídas em 10 países e presença

na América Latina por meio de ativos no

Brasil e na Argentina, a AngloGold Ashan-

ti tem cerca de 7 mil empregados, entre diretos e

indiretos, no País.

De acordo com a superintendente de Saúde Ocu-

pacional da AngloGold Ashanti, Mariana Sales, a

828 metros. O local abriga uma extensa rede de

galerias subterrâneas em forma de espiral, com

330 quilômetros no total e 26 quilômetros ape-

nas na rampa principal.

Para a superintendente de Saúde Ocupacional

da AngloGold Ashanti, Mariana Sales, os valores

da multinacional devem sempre orientar as de-

cisões: colocar a segurança em primeiro lugar,

agir com respeito e integridade, buscar excelên-

cia por meio da melhoria contínua, trabalhar de

forma colaborativa e contribuir para uma mine-

ração cada vez mais sustentável.

“A reputação do setor mineral vem evoluindo ano

a ano, reforçando seu posicionamento como uma

atividade essencial a nossa sociedade, promotora

de desenvolvimento econômico e social. Buscamos

fortalecer o orgulho e o pertencimento de quem

trabalha conosco. Nosso propósito — ‘Mineração

para desenvolver pessoas e a sociedade’ — traduz a

mineração que queremos praticar e pela qual que-

remos ser reconhecidos. Acreditamos que reputa-

ção e confiança são construídos diariamente, por

meio das nossas escolhas, das nossas relações e da

forma responsável como conduzimos nossas ope-

rações”, destaca Mariana Sales.

Nossa abordagem combina duas dimensões

que consideramos inseparáveis: atuar

sobre os fatores relacionados ao trabalho,

responsabilidade da organização, e

oferecer instrumentos para que as pessoas

também ampliem o protagonismo sobre

a própria saúde.

Mariana Sales,

superintendente de Saúde Ocupacional

da AngloGold Ashanti

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AngloGold Ashanti

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SAÚDE MENTAL

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gestão dos fatores de risco psicossociais faz parte

de uma estratégia mais ampla de cuidado com as

pessoas. Essa atuação está conectada ao Progra-

ma de Saúde e Bem-Estar (PSBEM), que organiza

iniciativas voltadas à promoção da saúde, quali-

dade de vida e bem-estar dos empregados.

Dentro dessa estratégia foi estruturado um Siste-

ma de Vigilância em Saúde Mental, que integra

diferentes fontes de informação para identificar,

avaliar e acompanhar fatores relacionados ao tra-

balho que possam impactar a saúde das pessoas.

O sistema contempla a identificação dos fatores

de risco psicossociais; avaliações periódicas de

saúde; instrumentos e avaliação; avaliação das

condições e da organização do trabalho; inte-

gração dessas informações aos processos de ge-

renciamento de riscos ocupacionais e de acom-

panhamento da saúde; e definição de planos de

ação individuais e coletivos.

A ideia é sempre trabalhar preventivamente, in-

vestindo também no desenvolvimento das lide-

ranças para apoiar os gestores na prevenção, na

identificação de sinais de atenção, no acolhimen-

to e no direcionamento adequado das situações

relacionadas à saúde mental.

“Nossa abordagem combina duas dimensões

que consideramos inseparáveis: atuar sobre os

fatores relacionados ao trabalho, respon-

sabilidade da organização, e oferecer ins-

trumentos para que as pessoas também am-

pliem o protagonismo sobre a própria saúde. É

essa integração entre prevenção, vigilância, pro-

moção da saúde, liderança e cuidado que susten-

ta nossa estratégia”, explica Mariana.

Assim, foram criados, também, programas dire-

cionados à promoção da saúde, como o Vivamen-

te, iniciativa voltada à saúde mental e emocional

que oferece uma linha de cuidado que contribui

para ampliar o acesso à orientação, acolhimento

e suporte.

Outra iniciativa é o “Atitude Saudável”, progra-

ma que estimula mudanças sustentáveis de há-

bitos e busca empoderar os empregados para a

autogestão da própria saúde. Atualmente, são

cerca de 200 trabalhadores organizados em 18

grupos, mobilizados em torno do cuidado com

a saúde e da construção coletiva de hábitos

mais saudáveis.

No Brasil, a companhia concentra suas operações

em Minas Gerais, com a Operação Cuiabá, que

reúne as minas subterrâneas Cuiabá, em Sabará,

e Lamego, entre Sabará e Caeté, além da planta

metalúrgica do Queiroz, em Nova Lima, respon-

sável pelas etapas de beneficiamento e fundição.

Depositphotos

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“A mineração construiu uma cultura muito sóli-

da de gerenciamento de riscos. Aprendemos a

identificar perigos, avaliar exposições, estabe-

lecer controles, monitorar resultados e buscar

melhoria contínua. Essa experiência é uma base

importante para avançarmos também na gestão

dos fatores de risco psicossociais. São riscos de

naturezas diferentes e que exigem metodologias

específicas. Mas existe um princípio comum: co-

nhecer o risco, ouvir as pessoas, atuar sobre suas

causas e avaliar se os controles estão sendo efe-

tivos”, avalia a superintendente de Saúde Ocupa-

cional da AngloGold Ashanti.

Considerada uma líder global em mineração,

comprometida com a produção responsável de

cobre, platina, diamante, minério de ferro pre-

mium e nutrientes agrícolas, a Anglo American

tem sede em Londres, na Inglaterra, e unidades

espalhadas pela África, Austrália e Américas do

Sul e do Norte. São cerca de 35,5 mil colaborado-

res diretos, sendo 4 mil no Brasil. No País, a Com-

panhia mantém quatro unidades produtivas em

Minas Gerais e Goiás e escritórios em Belo Hori-

zonte (MG) e Goiânia (GO).

Segundo a gerente de Desenvolvimen-

to, Cultura e Diversidade, Equidade

e Inclusão da Anglo American, Letícia Guimarães,

embora a NR1 tenha ganhado força com a nova

redação, há mais de uma década a Companhia

se dedica a ter um olhar holístico sobre a saúde

com uma estratégia de bem-estar definida glo-

balmente que foi amadurecendo de acordo com

os movimentos da sociedade.

A estratégia batizada “Nós Cuidados” (tradução

direta de “We Care”) é dividida em quatro pilares:

corpo saudável, saúde financeira, conexões ver-

dadeiras e mente saudável.

“Dentro de cada um dos pilares existem ferra-

mentas, estratégias e recursos específicos. Em

2018, precisamos paralisar diante de um aciden-

te com o mineroduto, e colocamos mais de 600

empregados em lay off (suspensão temporária

do contrato de trabalho). Sabíamos que teria

impactos emocionais porque era uma situação

inédita e as pessoas ficaram muito inseguras.

Oferecemos atividades de todos os tipos, indo

ao encontro do conceito ampliado de saúde.

E também para as famílias. Aproveitando para

capacitar, oferecer oportunidades de lazer, ativi-

dades, manter o vínculo com os colegas, como

campeonatos de esportes e cinema na praça,

por exemplo. Mal sabíamos o quanto aquela

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Daniel Mansur

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