Revista Mineração | Edição 63

Março e Abril de 2026

Com uma frota em expansão que

chegará a 64 equipamentos não tri-

pulados, a Construtora Barbosa Mello

(CBM) lidera globalmente o uso

de cockpits CatCommand no mes-

mo site, tecnologia que aprimora a

operação remota ao proporcionar

maior conforto, precisão e realismo

aos operadores.

A solução premiada combina escane-

amento a laser de alta precisão por

drones, armazenamento de dados

na nuvem para modelagem em 3D

e transmissão via IoT para os equi-

pamentos. As operações são condu-

zidas a partir de uma central de co-

municação avançada, equipada com

infraestrutura de rede e câmeras, ga-

rantindo total controle e visibilidade

do processo.

Um dos principais cases dessa tec-

nologia foi a descaracterização da

primeira barragem com Nível 3 de

emergência no Brasil, localizada em

Minas Gerais. Entre 2019 e 2024, os

equipamentos não tripulados da

CBM foram fundamentais para a re-

moção segura de mais de 2,5 milhões

de metros cúbicos de materiais – um

recorde mundial.

REFERÊNCIA EM INOVAÇÃO NO BRASIL

Além de investir na evolução tecno-

lógica, a CBM também se destaca na

valorização do capital humano. Mais

de 150 profissionais foram capacitados

para atuar nesse novo perfil operacio-

nal, promovendo a inclusão tecnológi-

ca e preparando colaboradores para os

desafios da engenharia do futuro.

“Essa solução representa um marco na

engenharia, pois elimina a exposição

de profissionais a áreas de risco, me-

lhora a eficiência operacional e garante

o máximo respeito ao meio ambiente

durante todo o processo”, afirma Gui-

lherme Bechara, gerente de Soluções

em Engenharia da CBM.

Guilherme Bechara,

gerente de Soluções em

Engenharia da CBM

Essa solução representa

um marco na engenharia,

pois elimina a exposição

de profissionais a áreas de

risco, melhora a eficiência

operacional e garante o

máximo respeito ao meio

ambiente durante

todo o processo.

Os desmontes à longa distância são

uma maneira concreta de utilizar tec-

nologia em favor da segurança. A

autonomia e a operação remota de

equipamentos, como os caminhões

fábrica robotizados, – capazes de defi-

nir in loco a quantidade de explosivo a

ser aplicado, – são viabilizadas por um

conjunto variado de tecnologias avan-

çadas, – tais como sensores LIDAR (Li-

ght Detection and Ranging), câmeras e

outros sistemas acessórios que per-

mitem o mapeamento do ambiente,

a detecção de obstáculos, o envio de

alertas e o deslocamento seguro, mes-

mo em condições adversas.

Apesar dos avanços, a implemen-

tação dessas redes ainda enfrenta

desafios, como o alto investimento

inicial e a complexidade de implanta-

ção em áreas remotas. No entanto, à

medida que a tecnologia amadurece

e os custos se tornam mais acessíveis,

a tendência é que a conectividade

avançada se torne padrão na indús-

tria. Fundamental para a consolida-

ção de um novo modelo operacional,

no qual a mina se transforma em um

sistema inteligente, conectado e ca-

paz de se adaptar em tempo real às

demandas da produção e às condi-

ções do ambiente.

TRABALHO SEGURO EM CONDIÇÕES ADVERSAS

ESPECIAL

AUTÔNOMOS & REMOTOS

Barbosa Melo

Revista Mineração & Sustentabilidade | Março e Abril de 2026

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